Muita notícia em design semelhante. Quando vai mudar? Uma mudança radical de layout depende da absorção da mudança de paradigmas que o “jornalismo” a comunicação está passando. O modelo já era, jornais estão falindo, blogueiros participam da construção da notícia em veículos renomados, com credencial de imprensa e tudo; então, a notícia agora muda de origem e destino: muda principalmente de caráter.
- www.wral.com/
- www.truthdig.com/
- www.spiegel.de/
HashTags, Populs, ferramentas como o NYT Extra, que agrega às matérias links de veículos “concorrentes” para complementar a informação, (via Tiago Dória), ElPais oferecendo em “Lo Último”, links para outros veículos. Sites como “As últimas” e “AllTop” mostram que quando os designers forem pensar a próxima geração de capas de veículos online terão que levar em conta novos elementos. E nem falei das redes sociais.
Morrerão:
1. MENUS FIXOS: Por editoria ou por assunto, o menu não serve mais. Nuvem de tags ou outra forma visual de encontrar as notícias acabarão por tomar todo o espaço da velha barra, antes vertical, agora horizontal, deixando as páginas mais leves e dinâmicas com o tempo;
2. ÚLTIMAS NOTICIAS: na época do jornal impresso o “Extra! Extra!” da manhã chamava a atenção dos senhores que queriam ser os primeiros a saber o que estava acontecendo. Hoje, os feeds fazem este papel. O “plantão” acaba ocupando um precioso espaço.
3. SUPERFICIALIDADE: como tudo na web está hiperlinkado, até mesmo uma pequena nota pode exibir links para o “antes”, o “depois” e links para histórias sobre os mesmos assuntos. Em uma linha cabem quantos hiperlinks? A grande QUESTÃ é saber como tornar links mais interessantes e atrativos. Dá-lhe iconografia.
3.1 SEPARAÇÃO ENTRE QUENTE E FRIO: Notícias consideradas “frias” podem ser as mais buscadas mesmo quando a imprensa televisiva já não fala mais sobre. Por via das dúvidas, veículos devem cobrir assuntos quando podem dar continuidade à história. Aquele que quiser abranger todo o Aurélio, verbete por verbete, vai se perder na nuvem da web com textos superficiais. (descarto aqui a possibilidade de uma megaempresa, tipo DEUScorp, cobrir tudo com excelência e profundidade). Portanto, design orgânico, diagramação fluida obedecendo a matemática das tags.
4. INFOGRAFIA: a separação que existe entre interfaces que são construídas com bases de dados – chamo de infografia interativa-, e interfaces, simplesmente, já era. Infografias interativas são interfaces, com identidade visual e tudo. A mesma coisa que os antigos chamavam de “site”.
5. LUGAR MARCADO: essa já está agonizando: cada tipo de mídia em um lugar fixo na capa do site. Aí o fotografo chega com a careca do político cheia de ovo e não tem como dar o devido destaque, porque a foto só tem um lugar…
Espero vários UPDATES nesse post.
Alguém arrisca o n. 6?
UPDATE 1, de Rodrigo Maia
6. Suportes: A gente normalmente considera a passagem do papel para o desktop (web). Diferentes suportes requerem adaptações diferentes. Celulares, smartphones, media centers, geladeiras. Tudo isso está plugado na web. Melhor ainda, como é que vamos adaptar o conteúdo e o design para que todos esses suportes funcionem juntos, de uma forma eficiente e sem sobrecarga de informações?
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5 Comments
Yaso, só queria que você exemplifica-se esse do menu. Achei interessante, mas como ficaria a visualização disso?
Aliás muito bom este post.
Post bem feito e com conteúdo bem redigido. Realmente o mundo dos novos portais de “informação” vão ter que caminhar para as novidades e não ficar presos ao termo que nós webdesigners utilizamos: site. O mundo web é dinâmico.
Yô, eu arrisco o n. 6. Suportes: A gente normalmente considera a passagem do papel para o desktop (web). Diferentes suportes requerem adaptações diferentes. Celulares, smartphones, media centers, geladeiras. Tudo isso está plugado na web. Melhor ainda, como é que vamos adaptar o conteúdo e o design para que todos esses suportes funcionem juntos, de uma forma eficiente e sem sobrecarga de informações?
O grande poder da internet é a decisão nas mãos do usuário. As empresas não podem mais exigir ou ditar o que ele deve consumir ou ler. Agora, as empresas devem conhecer esses usuários para se adaptar a eles. Quem entra pra internet com o mesmo pensamento da midia tradicional não tem sucesso.
Eu compartilho da opinião anterior. É o usuário quem vai ditar as “regras”, nós temos que ter a sensibilidade de entender essas tendências e colocá-las em prática. Menu fixo não vai morrer nunca, o que acontece é a necessidade de se filtrar esse conteúdo conforme a demanda e colocar aquilo de maior relevância para a época ou período. Você fala de “web 3″ levando em consideração usuários nível 3 também. Feeds, nuvens e mobile são tecnologias pouco aceitas (e “entendíveis”) para a grande maioria. Prova disso é o estouro do Twitter, que funciona com a lógica dessas ferramentas, visando a comunicação e compartilhamento de informações entre usuários mas só pegou porque foi desenvolvido o velho e bom “Site”, onde as pessoas sabem o que fazer, de forma simples, rápida e prática. A exploração web é divertida mas exige tempo, o que as pessoas geralmente não têm ou não querem perder. Eu sou a favor (e sempre serei) do clique único. É isso que você quer ver? Então clique aqui e veja. Pronto. Um clique, um ponto, e vamos para a próxima.