Avaliação de sites, parte 3: o mercado

Eis que a internet evolui de outdoor virtual para plataforma de oportunidades. E as empresas sentem a necessidade de avaliar não só o volume de vendas pelo site, ou o share adquirido através desse canal: queremos verificar o que ocorre por trás de toda a movimentação online em torno das marcas, produtos e serviços, tanto para rastrear o que está em linha de tendência, quanto para descobrir o que está sendo desperdício de tempo, espaço, investimento e energia.

Só ferramentas como o google analitycs não são suficiente. Apesar dos relatórios completos e bastante específicos a elaboração deles depende de ações que são passado. Mas como prever, como desenhar um caminho não só do ponto de vista da arquitetura de informação, combinando rumos dos nichos de mercado e análise da curva do ciclo de vida dos produtos?

Especializados em analisar os dados da web para otimizar as regras de usabilidade, certos profissionais acabam por desenhar melhores fluxos na internet. O interessante desse tipo de abordagem é que os caminhos do usuário vão ficando mais claros. A facilidade de navegação acaba por guiar os movimentos do consumidor, que não aguenta muito tempo em páginas que não o cercam de cuidados e facilidades de acesso. Para os mais aficcionados, uma lista com 203 perguntas sobre a usabilidade do seu site.

O problema é que sites são formados por várias camadas de plataformas, cada uma responsável por um tipo de atratividade. Então, como saber que tipo de tratamento para uma unidade de negócios dentro da web interage essas camadas do modo certo?

Vamos lembrar que produtos têm vida limitada: vendas atravessam estágios distintos, sendo que cada um apresenta desafios, oportunidades e problemas diferentes. Isso faz com que os lucros atrelados flutuem de acordo com a localização do serviço/produto nestes estágios do ciclo de vida. Como cada estágio requer uma estratégia, assim também devemos atrelar na internet cada tática a dados e índices, rumores e tendências que podem manter o produto por mais tempo na posição de líder ou simplesmente retirá-lo de uma posição forçada dentro de um site, onde ele pode estar ocupando o espaço de um novo produto.

O posicionamento estratégico online vai assim combinando elementos de arquitetura de informação, taxonomia, usabilidade, ciclo de vida do produto, posição do mercado e tipo de mercado. Esse tipo de questionamento merece uma combinação de quadrantes. Partindo da matriz BCG, sugiro um método que verifique o crescimento do mercado e a posição do produto no setor misturando com posicionamento no site e estratégia online, pondo as tendências e regras de usabilidade a seu favor.

Os produtos “vaca-leiteira” são líderes em mercados de baixo crescimento. Fornecem lucros e exigem pouco reinvestimento. Estão consolidados. Seu posicionamento não precisa ser de destaque no site, necessariamente. Entrentanto, é necessário engatilhar um substituto para o mesmo e monitorar seus dados: cliques, pedidos, mind share, volume de transações, pageviews, google rank e todas as outras ferramentas que estiverem disponíveis. Assim serão reinvestidos os lucros no desenvolvimento de uma estrela ou no redesenho da atual vaca leiteira baseado em uma tendência.
As estrelas, fortes candidatas a vacas leiteiras, pertencem a um cenário de grande participação em mercados de alto crescimento. Para que o mesmo se consolide em um futuro gerador de caixa ele precisa estar bem posicionado. Aí entra o conceito de site goal, da arquitetura de informação, privilegiando visualmente determinada peça do site para que ele receba mais atenção do usuário. No caso de notícias a mais quente ou de maior relevância deve ser privilegiada, tornando o possível um arquivo histórico mais atrativo e valorizado no futuro.
Matriz BCG
Os produtos de mercados em baixo crescimento e com baixa participação merecem mais atenção. Se ele é vendido unicamente pela web deve-se muita atenção ao seu real estado. Perguntas essenciais devem ser feitas antes do descarte do elemento do portfolio:

O produto está visível? Devidamente posicionado? Quantos cliques? Quantas transações? O tempo de resposta do servidor foi eficiente durante os cliques? Comentários em blogs? Positivos? Negativos?

Muitas vezes o produto pode estar sendo negligenciado em comunicar ao usuário seus benefícios, dando tempo para concorrentes desenvoverem similares e tomarem os clientes antes que o gerente de portal perceba. Os “pets” ou “abacaxis” na internet merecem outra chance.

Já as oportunidades são mais fáceis de serem prospectadas na internet. É mais rápido identificar o potencial do produto. Ele pode migrar para a posição de estrela. Aí o acompanhamento e observação dos dados como vestígios de tendências, bem como a análise de blogs e outras ferramentas que os clientes utilizam para expressar suas necessidades é imprescindível. Aí, quantidades de cliques realizados são informações complementares.

E essa é a minha sugestão para a BCG em sites. É o Yaso/BCG.

(Hum, metida.)

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